Metodologia

Como se escolhem as fontes, como se fazem os cálculos e o que nunca faço com os dados. Todas as fórmulas podem ser refeitas por qualquer pessoa.

Nesta página

Fontes e hierarquia

Uso primeiro as fontes oficiais: INE, Eurostat, Banco de Portugal, AIMA, Diário da República e relatórios do FMI. As notícias servem de fonte secundária, quando dão acesso a dados ou a estudos originais, e ficam identificadas como tal.

Cada fonte tem data de publicação, data de consulta e estado de verificação na biblioteca de fontes.

Níveis de evidência

  • Dado oficial publicado por uma entidade oficial, tal como foi publicado.
  • Cálculo próprio derivado de dados oficiais com uma fórmula descrita nesta página.
  • Estimativa de terceiros de associações, estudos ou imprensa.
  • Análise do autor: interpretação ou avaliação, não um facto medido.
  • Por verificar: nunca aparece em destaque.

Cálculos

Médias por período e por governo. Média aritmética simples dos valores anuais.

média 2000–2010 = 875 206 / 11 = 79 564 média 2015–2025 = 179 118 / 11 = 16 283

Contrafactual. Diferença entre o total de 2000–2010 e o de 2015–2025. É uma comparação com um ritmo anterior, não a medida de um défice.

875 206 − 179 118 = 696 088

Variação acumulada dos custos. Razão entre médias anuais do índice do INE, com o ano-base sempre indicado.

(média 2025 / média 2020) − 1 = 125,25 / 93,88 − 1 = +33,4%

Preços contra salários. Índice de preços do Eurostat (2015 = 100) e índice do salário médio derivado do INE. O valor de 2015 é deduzido da variação publicada até 2023 e está por confirmar na tabela do INE.

salário 2015 ≈ 1505 / 1,277 ≈ 1179 € · 2025 = 1694 € (+43,7%) preços 2025 / 2015 = 263,85 / 100 (+163,9%) · 2,639 / 1,437 − 1 ≈ +84%

Agregados ilustrativos. Crescimento populacional dividido pela dimensão média dos agregados. Não é uma medição de casas necessárias.

824 914 / 2,5 ≈ 330 000

Cenários 2026–2035. Pressupostos anuais escritos na página de conclusões. O ano de 2026 é estimado pelas licenças de 2024 vezes a relação recente entre conclusões e licenças de dois anos antes (≈ 0,8).

Denominadores

Nenhuma percentagem é publicada sem dizer de que total é a parte. O exemplo mais importante:

  • 5,0%: compradores com domicílio fiscal no estrangeiro, em todas as 169 812 transações de 2025.
  • 27,6%: cidadãos estrangeiros, nas 148 632 compras feitas por famílias.
  • «Residente» nestas estatísticas significa domicílio fiscal, não autorização de residência.

Séries e quebras

  • População: desde 2021 o INE usa uma série de base administrativa. Não se compara com os Censos 2021 nem com as estimativas até 2020.
  • Rendas: a série nova começa em 2020 e cobre cerca de 50% mais contratos. O INE indica que os níveis não mudam de forma significativa.
  • Licenças: uso os valores revistos pelo INE, que diferem dos valores citados na imprensa.
  • Casas concluídas em 2025: há dois números do INE, 27 301 (apuramento anual, usado) e 26 714 (estimativas trimestrais).
  • Preços: +180% compara o 4.º trimestre de 2025 com a média de 2015; +164% compara médias anuais.

Governos e decisões

  • As faixas de governo nos gráficos indicam o governo em funções na maior parte de cada ano. Não indicam quem causou o valor.
  • Cada decisão separa a data de publicação, o estado de execução e o efeito medido.
  • Quando só o ano é seguro, mostro só o ano. Os diplomas com número ou data por confirmar ficam assinalados.
  • Os governos aparecem em cinza neutro, nunca nas cores dos partidos.

Formatos

  • Português: milhares com espaço fino (125 708) e decimais com vírgula (17,6%).
  • Inglês: 125,708 e 17.6%.
  • Datas: 25 out. 2026 no texto e 25-10-2026 nas tabelas.

O que não faço

  • Não interpolo valores anuais em falta. Quando só alguns anos são conhecidos, mostro apenas esses pontos.
  • Não uso dois eixos verticais no mesmo gráfico.
  • Não apresento cenários como previsões, nem contrafactuais como défices medidos.
  • Não atribuo efeitos precisos a uma decisão política sem um estudo que o sustente.